O “preço bom demais para ser verdade” continua sendo uma armadilha recorrente para milhares de brasileiros na internet. De acordo com o novo Relatório de Identidade Digital e Fraude 2025, elaborado pela Serasa Experian, mais da metade da população já foi vítima de algum tipo de golpe — e 54% chegaram a ter perda financeira.
A estudante Isabelle Santos, de Campo Grande, é um exemplo recente disso. Ela decidiu comprar um kit de tratamento capilar após ver um anúncio nas redes sociais que oferecia o produto por um valor muito abaixo do praticado no mercado. “O preço era muito bom e parecia confiável, então acabei comprando... duas vezes”, conta.
O problema é que o kit nunca chegou. Ao perceber o atraso, Isabelle tentou acessar novamente a página onde havia feito a compra, mas o link havia sumido. “Foi aí que comecei a desconfiar. Depois de um tempo ainda recebi uma mensagem dizendo que o produto estava retido na Receita Federal e que eu precisava pagar um imposto para liberar”, relata. Dessa vez, ela já estava atenta. “Não caí de novo, mas fiquei chateada por ter sido enganada. Ainda bem que não perdi um valor muito alto.”
Segundo o relatório, fraudes financeiras continuam liderando o ranking de golpes, sendo o uso indevido de cartões de crédito o mais frequente, atingindo quase 48% dos entrevistados. Outros crimes comuns são o pagamento de boletos falsos, transferências via Pix para contas fraudulentas e o phishing, onde criminosos se passam por instituições confiáveis para roubar dados.
O estudo entrevistou 877 pessoas entre 18 e 65 anos nas cinco regiões do país. A faixa etária mais afetada por golpes é a acima dos 50 anos, com 57,8% relatando já terem sido vítimas. Entre os mais jovens, de 18 a 29 anos, o índice é de 40,8%.
A pesquisa ainda mostra que o problema é democrático: entre os homens, 52,5% disseram já terem sido enganados, enquanto entre as mulheres o percentual foi de 49,3%.
Em um cenário onde a digitalização avança a passos largos, os especialistas alertam que a educação digital e a desconfiança são aliadas fundamentais. Para Isabelle, a lição foi clara: “Hoje eu pesquiso muito mais antes de comprar qualquer coisa online. Aprendi da pior forma que nem tudo o que brilha é ouro.”
Fonte: CapitalNewsO “preço bom demais para ser verdade” continua sendo uma armadilha recorrente para milhares de brasileiros na internet. De acordo com o novo Relatório de Identidade Digital e Fraude 2025, elaborado pela Serasa Experian, mais da metade da população já foi vítima de algum tipo de golpe — e 54% chegaram a ter perda financeira.
A estudante Isabelle Santos, de Campo Grande, é um exemplo recente disso. Ela decidiu comprar um kit de tratamento capilar após ver um anúncio nas redes sociais que oferecia o produto por um valor muito abaixo do praticado no mercado. “O preço era muito bom e parecia confiável, então acabei comprando... duas vezes”, conta.
O problema é que o kit nunca chegou. Ao perceber o atraso, Isabelle tentou acessar novamente a página onde havia feito a compra, mas o link havia sumido. “Foi aí que comecei a desconfiar. Depois de um tempo ainda recebi uma mensagem dizendo que o produto estava retido na Receita Federal e que eu precisava pagar um imposto para liberar”, relata. Dessa vez, ela já estava atenta. “Não caí de novo, mas fiquei chateada por ter sido enganada. Ainda bem que não perdi um valor muito alto.”
Segundo o relatório, fraudes financeiras continuam liderando o ranking de golpes, sendo o uso indevido de cartões de crédito o mais frequente, atingindo quase 48% dos entrevistados. Outros crimes comuns são o pagamento de boletos falsos, transferências via Pix para contas fraudulentas e o phishing, onde criminosos se passam por instituições confiáveis para roubar dados.
O estudo entrevistou 877 pessoas entre 18 e 65 anos nas cinco regiões do país. A faixa etária mais afetada por golpes é a acima dos 50 anos, com 57,8% relatando já terem sido vítimas. Entre os mais jovens, de 18 a 29 anos, o índice é de 40,8%.
A pesquisa ainda mostra que o problema é democrático: entre os homens, 52,5% disseram já terem sido enganados, enquanto entre as mulheres o percentual foi de 49,3%.
Em um cenário onde a digitalização avança a passos largos, os especialistas alertam que a educação digital e a desconfiança são aliadas fundamentais. Para Isabelle, a lição foi clara: “Hoje eu pesquiso muito mais antes de comprar qualquer coisa online. Aprendi da pior forma que nem tudo o que brilha é ouro.”