Em menos de dois meses de 2025, quase 3 mil mulheres procuraram a polícia em Mato Grosso do Sul para relatar casos de violência doméstica, o que resulta em uma média de 56 vítimas por dia. Os números são alarmantes e refletem a continuidade do problema, já que em 2024, mais de 20 mil mulheres sofreram agressões dentro de casa. As vítimas, principalmente mulheres entre 18 e 59 anos, enfrentam violência principalmente em suas próprias casas, com os agressores sendo, em sua maioria, cônjuges ou ex-companheiros. A violência doméstica segue evoluindo para feminicídios, com quatro mulheres já assassinadas neste ano.
Além da escalada da violência, a rede de proteção às mulheres no Estado enfrenta sérios problemas estruturais. Após o assassinato da jornalista Vanessa Ricarte, que denunciou descaso no atendimento da Casa da Mulher Brasileira, foi criado um Grupo de Trabalho para analisar mais de 6 mil boletins de ocorrência pendentes na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande. O sistema judicial também se mostra deficitário, com apenas 10 oficiais de Justiça responsáveis por cumprir mandados relacionados à Lei Maria da Penha, lidando com uma média de 400 medidas protetivas por semana.
A burocracia e a falta de recursos no sistema dificultam o cumprimento das medidas protetivas, o que coloca em risco a vida das vítimas. Em um caso recente, uma mulher relatou que, após denunciar agressões e pedir medidas protetivas, não obteve resposta por mais de um mês. Sem a proteção necessária, ela tem sido constantemente ameaçada pelo agressor, que continua próximo a ela, sem qualquer ação efetiva das autoridades. Esses casos destacam as falhas em um sistema que deveria proteger as mulheres e garantir sua segurança.
Fonte: Mídia Max
Em menos de dois meses de 2025, quase 3 mil mulheres procuraram a polícia em Mato Grosso do Sul para relatar casos de violência doméstica, o que resulta em uma média de 56 vítimas por dia. Os números são alarmantes e refletem a continuidade do problema, já que em 2024, mais de 20 mil mulheres sofreram agressões dentro de casa. As vítimas, principalmente mulheres entre 18 e 59 anos, enfrentam violência principalmente em suas próprias casas, com os agressores sendo, em sua maioria, cônjuges ou ex-companheiros. A violência doméstica segue evoluindo para feminicídios, com quatro mulheres já assassinadas neste ano.
Além da escalada da violência, a rede de proteção às mulheres no Estado enfrenta sérios problemas estruturais. Após o assassinato da jornalista Vanessa Ricarte, que denunciou descaso no atendimento da Casa da Mulher Brasileira, foi criado um Grupo de Trabalho para analisar mais de 6 mil boletins de ocorrência pendentes na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Campo Grande. O sistema judicial também se mostra deficitário, com apenas 10 oficiais de Justiça responsáveis por cumprir mandados relacionados à Lei Maria da Penha, lidando com uma média de 400 medidas protetivas por semana.
A burocracia e a falta de recursos no sistema dificultam o cumprimento das medidas protetivas, o que coloca em risco a vida das vítimas. Em um caso recente, uma mulher relatou que, após denunciar agressões e pedir medidas protetivas, não obteve resposta por mais de um mês. Sem a proteção necessária, ela tem sido constantemente ameaçada pelo agressor, que continua próximo a ela, sem qualquer ação efetiva das autoridades. Esses casos destacam as falhas em um sistema que deveria proteger as mulheres e garantir sua segurança.